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Acusado de massacre em sinagoga de Pittsburgh se declara inocente

Robert Bowers teve 44 acusações, entre elas homicídio, crime de ódio e obstrução de prática religiosa, e pode ser condenado à pena de morte

O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2018 | 12h55

PITTSBURGH, EUA - O motorista antissemita que matou 11 pessoas e feriu 6 em uma sinagoga de Pittsburgh se declarou inocente nesta quinta-feira, 1.º de novembro, das acusações federais que podem colocá-lo no corredor da morte.

Robert Bowers foi indiciado em 44 crimes, que incluem homicídio, crime de ódio, obstrução da prática religiosa e outros. Nesta quinta, ele fez sua segunda aparição, breve, em um tribunal federal. O massacre a tiros na sinagoga Árvore da Vida, no bairro de Squirrel Hill, em Pittsburgh, ocorreu no sábado 27.

Autoridades dizem que Bowers, de 46 anos, avançou sobre os  judeus durante e depois do atentado. Foi o maior ataque a judeus na história dos Estados Unidos. Funerais para as vítimas estão ocorrendo durante toda esta semana.

Mensagens

Desde o massacre, sites e fóruns utilizados por militantes da extrema direita americana estão cheios de mensagens antissemitas e racistas. A página Watchdog diz que o número de sites na internet e o vasto conteúdo publicado fazem com que palavras ofensivas dificultem o trabalho da polícia.

Dias antes do ataque a tiros, uma coalizão de grupos propôs um framework (termo para definir uma estrutura em código) para reprimir o ódio online. Os organizadores esperam que as redes sociais adotem a proposta para evitar a disseminação de discurso de ódio, mas, até agora, nenhuma companhia anunciou planos. /AP e REUTERS

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