AFP PHOTO / UK PARLIAMENT / JESSICA TAYLOR
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Acusado de racismo, conselheiro de Boris Johnson deixa o governo

Sabisky é acusado de ter dado a entender que os negros americanos teriam uma inteligência inferior aos seus compatriotas brancos

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2020 | 22h42

LONDRES - Um conselheiro do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou nesta segunda-feira, 17, à noite sua demissão, após a divulgação de comentários feitos por ele antes de sua nomeação qualificados como racistas e eugênicos. 

Andrew Sabisky, recentemente nomeado para trabalhar em Downing Street, anunciou sua renúncia no Twitter, considerando que ele foi vítima de um caso de "gigante de difamação" por parte da mídia, que deveria "parar de selecionar seus assuntos". 

Sabisky é acusado de ter dado a entender que os negros americanos teriam uma inteligência inferior aos seus compatriotas brancos. 

Em 2014, o agora ex-conselheiro também escreveu no blog de Dominic Cummings, o assessor especial de Johnson, que "impor contraceptivos legalmente desde o início da puberdade seria uma maneira de resolver problemas indesejados de gravidez que criam uma subclasse permanente".

"A histeria da mídia em torno das minhas antigas publicações na internet é loucura, mas eu quero ajudar o governo", escreveu Sabisky em seu tuíte, acrescentando que tinha "muitas outras coisas para fazer" na vida. 

Na segunda-feira, o gabinete do primeiro-ministro se recusou a dizer se Johnson iria condenar os comentários de Sabisky. 

"É asqueroso que Downing Street não tenha condenado os horríveis comentários de Andrew Sabisky, mas também pareça aprovar que os brancos são mais inteligentes que os negros", criticou o presidente do Partido Trabalhista, Ian Lavery, na segunda-feira./AFP  

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