Arquivo/AP
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Acusado de sequestros em Cleveland aceita acordo de prisão perpétua

Ariel Castro declarou-se culpado pelos crimes dos quais é acusado e conseguiu evitar a pena de morte

O Estado de S. Paulo,

26 de julho de 2013 | 12h53

WASHINGTON - O acusado de sequestrar e abusar sexualmente de três mulheres por cerca de uma década em Cleveland, nos Estados Unidos, concordou nesta sexta-feira, 26, em declarar-se culpado e aceitar uma pena de prisão perpétua mais mil anos de detenção sem direito a condicional.

Sob o acordo anunciado no tribunal, promotores de Ohio concordaram que Ariel Castro não será punido com a pena de morte. Castro foi indiciado por 977 acusações, incluindo sequestro e estupro. Ele manteve as mulheres reféns e as brutalizou por anos.

Castro, de 53 anos, foi levado nesta sexta-feira a um tribunal em Cleveland e declarou-se culpado. Ao ser perguntado se entendia que jamais seria solto, Castro respondeu: "Eu entendo isso, meritíssimo."

O acordo ocorre mais de um mês depois de as três mulheres mantidas por Castro durante anos em cárcere privado terem assinado uma declaração pedindo uma "solução justa e rápida para o caso". O americano também é acusado de homicídio qualificado por forçar abortos de uma das vítimas.

Caso. Castro manteve Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight em cativeiro na própria casa, em Cleveland, Ohio, por quase dez anos. Ele foi preso em maio, depois que as três conseguiram fugir, quando Berry derrubou a parte de baixo de uma porta de tela, que estava fechada, com a ajuda do vizinho Charles Ramsey e usou o telefone dele para chamar a polícia.

Berry desapareceu em 21 de abril de 2003, quando tinha 16 anos. DeJesus desapareceu aos 14 anos quando voltava da escola para casa, cerca de um ano mais tarde. Knight desapareceu em 2002. A casa de Castro fica perto do local onde as três tinham sido vistas pela última vez./ AP e REUTERS

Juiz lê a condenação de Ariel Castro. Assista ao vídeo:

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