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Acusado de traição, Musharraf pode ser condenado à morte no Paquistão

Rival político do atual primeiro-ministro, ex-líder paquistanês está em liberdade condiciional

O Estado de S. Paulo,

31 de março de 2014 | 10h52

ISLAMABAD -  Um tribunal especial de Islamabad formalizou nesta segunda-feira, 31,  a acusação contra o ex-ditador militar Pervez Musharraf por alta traição. O ex-presidente pode ser condenado à morte.

Musharraf, que compareceu pela segunda vez ao tribunal sob a ameaça de ser detido, se declarou inocente e pediu permissão para visitar sua mãe, doente no exterior, de acordo com o jornal Express Tribune. O painel de três juízes decidirá ao longo do dia se permitirá Musharraf viajar até os Emirados Árabes Unidos, onde sua mãe está hospitalizada.

O ex-chefe do exército paquistanês foi acusado de alta traição há três meses pelo governo e está em liberdade condicional.  Em 2007 ele decretou estado de emergência, suspendeu o Parlamento e ordenou a prisão de 60 juízes.

Após a acusação foi criado um tribunal especial, mas Musharraf se negou a comparecer por quatro vezes após ser internado em 2 de janeiro, ao sentir uma dor no peito quando ia para a primeira audiência.

De acordo com a imprensa local, Musharraf, de 70 anos, foi transferido à Unidade de Terapia Intensiva do hospital militar neste fim de semana, onde está internado desde a piora de seus problemas cardíacos.

Musharraf chegou ao poder em 12 de outubro de 1999 após dar um golpe de Estado contra o então primeiro-ministro Nawaz Sharif, que voltou à chefia de governo após vencer as eleições de maio do ano passado.

O ex-general, único dos quatro ditadores militares do Paquistão que chegou a ser preso, tentou retomar sua carreira política em 2013 ao voltar ao país para participar das eleições gerais, mas foi impedido pela Justiça. / EFE

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