Acusado por atentado a embaixadas dos EUA na África é morto

Ali "Nabhani" e outros três líderes do Al Shabab morreram em ataque de helicópteros desconhecidos na Somália

Efe,

14 de setembro de 2009 | 15h39

Pelo menos quatro membros do grupo radical islâmico Al Shabab morreram nesta segunda-feira, 14, em um ataque de helicópteros no sul da Somália. Uma das vítimas era o comorense Salah Ali "Nabhani", acusado pelos EUA de ser um dos responsáveis pelos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.

 

O ataque, de acordo com testemunhas locais, ocorreu pela manhã, quando seis helicópteros, cuja nacionalidade ainda é desconhecida, dispararam mísseis contra um veículo da milícia Al Shabab, que o EUA acusa de ter ligações com a Al Qaeda. Os quatro ocupantes do jipe morreram e seriam todos chefes do grupo insurgente.

 

Ainda que não se saiba a quem pertenciam os helicópteros, residentes da região de Barawe, onde aconteceu o ataque, afirmaram à imprensa de Mogadíscio que as aeronaves decolaram de um navio francês na costa do país. A França negou ter participado da operação e afirmou que seus militares não intervêm no território somali e apenas tomam parte da missão europeia contra a pirataria.

 

Uma fonte do Al Shabab que pediu para não ser identificada confirmou a morte de Ali "Nabhani". "Os inimigos de Deus atacaram nossos irmãos no distrito de Barawe e mataram quatro mártires, inclusive nosso irmão mujahedin Salah Ali Salah 'Nabhani', que aqui chamávamos de 'Abu Yusuf'", revelou a fonte. "Al Shabab e os mujahedin que estão na Somália vingarão a morte dos irmãos", acrescentou.

 

O comorense Salah Ali "Nabhani", junto com seu compatriota Fazul Abdullah Mohamed e o sudanês Abu Taha Al Sudani são os três procurados pelos EUA pelos atentados de 1998 no Quênia e na Tanzânia que mataram 240 pessoas.

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