Acusado qualifica denúncia chavista de 'fantasia'

Ex-embaixador venezuelano na ONU Diego Arrias negou participação em suposto golpe de Estado; Procuradoria pediu a prisão dele na quarta-feira

MIAMI, ESTADO UNIDOS, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2014 | 02h05

O opositor e ex-embaixador venezuelano na ONU Diego Arrias qualificou de "invenção fantástica" a acusação de que tenha feito parte de um plano para dar um golpe de Estado e matar o presidente Nicolás Maduro. Na quinta-feira, a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, pediu a ajuda da Interpol para prender Arrias, Pedro Burelli e Ricardo Koesling, que vivem fora do país, para serem interrogados sobre o caso.

"Desde que denunciei o presidente venezuelano Hugo Chávez no tribunal de Haia o regime não parou de me hostilizar, até chegar ao ponto dessa invenção fantástica e de me associar a falsos e-mails", afirmou Arria por telefone à agência EFE, sem deixar claro onde se localizava. "Sou inocente e essas acusações são absolutamente falsas."

Na noite de quarta-feira, Burelli, empresário e ex-diretor da estatal pertoleira PDVSA que mora há vários anos nos EUA, rejeitou o pedido de captura da Justiça venezuelana e afirmou que estudaria com seus advogados possíveis ações judiciais contra o governo. Ele ainda acusou a procuradoria de ser "a favor do governo de Maduro".

"A 'justiça' venezuelana é parte da estrutura opressora da ditadura. Isso é tudo uma montagem feita pelos cubanos ou o governo fez por vontade própria", escreveu em sua conta no Twitter.

Também na quarta-feira, o presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, disse que as ordens de prisão emitidas pela Justiça "são um passo contra a conspiração, o golpe de Estado, o terrorismo e o magnicídio" tramados pela oposição. / EFE

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