Brendan McDermid/Reuters
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Acusadora de Strauss-Kahn quer nomeação de promotor especial

Em carta, defesa diz que vazamento de informações prejudicou a mulher; para juristas, mudança é 'improvável'

06 de julho de 2011 | 21h15

NOVA YORK - Advogados da camareira de hotel que acusa o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn de estupro pediram nesta quarta-feira, 6, ao promotor-chefe de Nova York que se retire do caso. Eles querem que um promotor especial seja nomeado para cuidar do processo.

 

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Em carta ao promotor distrital Cyrus Vance Jr., os advogados acusaram um promotor-assistente de ter vazado informações que prejudicaram a mulher. O gabinete de Vance não se manifestou.

 

"Promotor distrital Vance, pedimos sinceramente que o seu departamento voluntariamente se exima do caso Strauss-Kahn, e que o senhor nomeie um promotor especial", disse o advogado Kenneth Thompson na carta, à qual a Reuters teve acesso.

 

'Raro'

 

Juristas dizem que é raro o Ministério Público se eximir de um caso, e que isso é improvável nesse processo.

 

Também na quarta-feira, advogados do político francês se reuniram por quase duas horas com promotores em Nova York para discutir a possibilidade de que o caso seja arquivado, ou encerrado por um acordo judicial.

 

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio por causa da denúncia da camareira, que tem 32 anos e é oriunda da Guiné. Ele teve de renunciar à direção do FMI por causa do escândalo, e viu ser praticamente sepultada a sua pré-candidatura à Presidência da França.

 

Agressão 'real'

 

Nos últimos dias, no entanto, o caso teve uma reviravolta devido a dúvidas sobre a reputação da mulher que o acusa -- que teria, por exemplo, mentido às autoridades dos EUA sobre ter sido estuprada em seu país de origem, a fim de obter asilo.

 

Thompson diz que a camareira cometeu erros no passado, mas que a agressão sexual atribuída a Strauss-Kahn foi real.

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