Acusados de experiência com HIV condenados à morte na Líbia

Uma corte líbia condenou à morte cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino, acusados de infectar pacientes com o vírus causador da aids. De acordo com o veredicto, eles infectaram intencionalmente mais de 400 crianças com o HIV, durante uma experiência em busca da cura para a síndrome.Familiares das crianças comemoraram o veredicto, mas o governo búlgaro qualificou como "absurda" a decisão. Líderes europeus disseram estar pressionando o governo de Muamar Kadafi para que as decisões sejam revistas.Grupos de defesa dos direitos humanos alegam que a Líbia forjou a história da experiência para acobertar as condições inadequadas de seus hospitais e afirmam que as confissões foram obtidas mediante tortura. Duas das cinco enfermeiras disseram ter sido estupradas.Das mais de 400 crianças infectadas, pelo menos 23 morreram. O médico francês Luc Montagnier - um dos cientistas responsáveis pela descoberta do vírus HIV - comentou que a falta de higiene no hospital de Benghazi provavelmente causou a contaminação. Ele calcula que as infecções tenham ocorrido em 1997, mais de um ano antes da contratação dos condenados

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