Acusados de terrorismo em Bali são executados, diz TV local

Segundo a polícia, os três presos eram responsáveis por atentado a casa noturna que deixou 202 mortos

Agências internacionais

08 de novembro de 2008 | 17h33

Os três militantes indonésios, responsáveis pelo atentado à uma casa noturna que causou 202 mortes em 2002, foram executados, informou uma rede de TV local.Veja também: Embaixadas da Austrália e EUA recebem ameaças em BaliPelotão de fuzilamento chega à prisão de terroristas indonésios O porta-voz da Procuradoria Geral, Jasman Panjaitan, afirmou no último domingo, 2, que não tinha recebido uma confirmação oficial das mortes. Anteriormente, funcionários haviam dito que depois das execuções os corpos seriam trasladados em helicóptero aos povoados de nascimento dos três: os restos dos irmãos Mukhlas e Amrozi iriam para Lamongan, no leste de Java, e Imam Samudra para Serang, no oeste da região.  Os três eram acusados de planejar e dar suporte aos ataques ocorridos em 12 de outubro de 2002, que colocaram a Indonésia na mira da guerra contra o terrorismo. Eles nunca expressaram remorso, inclusive insultando parentes das vítimas no julgamento, há cinco anos. Entre os mortos na explosão estavam 88 australianos e 38 indonésios. O episódio foi um duro golpe para a indústria do turismo da ilha. Recentemente, os condenados expressaram publicamente que esperam que as execuções acarretem em ataques de vingança nas nações muçulmanas mais populosas. Em resposta, a Polícia reforçou a segurança em embaixadas estrangeiras, depósitos de petróleo e estâncias turísticas. Zakiah Darajad, mulher de Saumdra, escreveu uma carta aberta, lida por um parente em uma entrevista coletiva à imprensa em Serang. "Espero que Deus dê o melhor a eles e o pior àqueles que lhes deram este tratamento injusto," dizia a carta. Num comunicado divulgado por seus advogados antes das execuções, os homens disseram que seu sangue se converterá "na luz dos crentes e no inferno ardente para os infiéis e os hipócritas." Em uma entrevista à Reuters no ano passado, os militantes disseram que só lamentavam que alguns muçulmanos tivessem morrido em consequência das explosões.

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