Adeptos de seita tentam suicídio na China

Um membro da seita Falun Gong morreu e outros quatro ficaram feridos hoje ao atearem fogo às suas vestes na Praça da Praça Celestial.A tentativa de suicídio em massa foi a última de uma série de desesperadas ações de membros da seita para desafiar o banimento de 18 meses da Falun Gong, imposto pelo governo comunista. O fato ocorreu no momento em que a polícia se preparava para enfrentar protestos na praça antes da comemoração nesta quarta-feira do maior feriado da China, o Ano Novo Lunar.Os seguidores, um homem e quatro mulheres, jogaram gasolina em seus corpos e atearam fogo em duas "labaredas suicidas" na tarde de hoje, informou a agência de notícias estatal Nova China. A polícia chegou rapidamente ao local, segundo a agência. A breve notícia acrescentou apenas que uma mulher morreu queimada e os sobreviventes foram levados a um hospital.A mídia estatal tem acusado o líder da seita, Li Hongzhi, de instigar seus seguidores a cometerem suicídio. A Falun Gong nega a acusação. O grupo conquistou milhões de seguidores na década de 90, pregando uma mistura de lentos exercícios e idéias ecléticas que seus fiéis afirmam aprimorar a saúde e incentivar a boa cidadania. O governo discorda, acusando o grupo de iludir seus praticantes e causar a morte de 1.600 seguidores.A Praça da Paz Celestial, o simbólico coração político do país, tem sido palco de protestos geralmente pacíficos da Falun Gong desde que a seita foi banida em julho de 1999. Seguidores, em contato com ativistas da seita nos Estados Unidos, têm prometido promover novos atos de desobediência civil para marcar o início do Ano da Serpente, nesta quarta-feira. O fundador da seita, Li Hongzhi, que mudou-se para os Estados Unidos há dois anos, pediu recentemente por novas ações vigorosas contra o banimento.

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