Adiada decisão sobre Pinochet

Uma câmara da Corte de Apelações do Chile adiou por uma semana sua resolução sobre o arquivamento, por razões de saúde, do processo contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet. O magistrado Cornelio Villarroel, um dos três integrantes da sexta câmara do tribunal de apelações, informou que a postergação se deve ao fato de a corte não ter chegado a um acordo, apesar de a câmara vir debatendo, há duas semanas, o recurso da defesa de Pinochet. Além disso, prosseguiu ele, a juíza Amanda Valdovinos encontra-se fora do país. Pinochet, de 85 anos, está internado desde domingo no Hospital Militar devido a uma infecção bucal que, segundo os médicos, causou problemas à pressão arterial do ex-governante. Mais tarde, um boletim médico informou que exames radiológicos mostraram "um aumento da gravidade da hipertensão do paciente, estando neste momento em alto risco cardiovascular". Por esse motivo, os médicos decidiram mantê-lo internado, pelo menos até amanhã. O centro assistencial militar informou que, depois da alta, Pinochet deveria obedecer a um "regime de hospitalização domiciliar". A defesa do ex-presidente do Chile - que desde janeiro responde como réu a um processo pela suspeita de ter encoberto 75 homicídios e seqüestros, cometidos em outubro de 1973 por uma missão militar enviada por ele para percorrer o país e que ficou conhecida como Caravana da Morte - pediu o arquivamento do processo devido à crise vascular moderada da qual padece, assim como outras doenças.

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