Adiada libertação de repórter que jogou sapatos em Bush

A aguardada libertação do jornalista iraquiano que lançou seus sapatos no então presidente dos Estados Unidos George W. Bush foi atrasada em um dia, disseram dois de seus irmãos. De acordo com eles, houve atrasos nos papéis para a liberação, inicialmente prevista para hoje.

AE-AP, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 11h49

A família de Muntadhar al-Zeidi se reuniu em frente a uma base iraquiana no centro de Bagdá para receber o parente. Após esperarem por mais de cinco horas, o repórter telefonou ao irmão Dargham e avisou que a libertação só ocorreria amanhã, por causa de atrasos. Os irmãos do jornalista, Dargham e Uday, prometeram esperar em frente à base até a soltura de al-Zeidi. Uday ameaçou parar o trânsito na rua e armar uma barraca para aguardar.

O protesto de al-Zeidi durante uma entrevista coletiva de Bush em dezembro, ao lado do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, tornou o pouco conhecido repórter em um herói no mundo árabe, onde o ex-líder dos EUA é extremamente impopular. Bush desviou dos sapatos. Na região, mesmo o ato de mostrar a sola do sapato para alguém é considerado bastante ofensivo. "Esse é seu beijo de despedida, seu cachorro!", disse o repórter ao lançar os sapatos. "Isso é pelas viúvas, os órfãos e aqueles mortos no Iraque."

Al-Zeidi, um xiita que completou 30 anos na cadeia, foi condenado em março pelo ataque. Ele recebeu três anos de prisão como sentença, mas a pena foi reduzida por ele ser réu primário. Agora, será liberado três meses antes por bom comportamento.

Tudo o que sabemos sobre:
libertaçãosapatoBush

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.