Adiada para segunda-feira reunião da CIDH

A morte de Hugo Chávez levou o governo do Equador a adiar para segunda-feira a reunião que tinha sido convocada para amanhã sobre a reforma da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Guayaquil, informou ontem o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño. Delegados de 21 países participariam do encontro para debater o processo de reforma da Comissão.

QUITO, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2013 | 02h13

Em sua conta no Twitter, Patiño confirmou que a reunião ocorrerá a partir de segunda-feira a partir das 10 horas.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, e seu chanceler viajarão hoje para Caracas para assistir amanhã ao funeral do líder bolivariano.

A conferência de Guayaquil "se enquadra nos esforços hemisféricos para fortalecer o Sistema Interamericano de Direitos Humanos", disse a chancelaria. Segundo o governo equatoriano, a reunião tinha sido convocada pela União das Nações Sul-americanas (Unasul).

O Equador, assim como a Venezuela, é um duro crítico da CIDH - órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA) - à qual acusa de ter se convertido em um "ente inquisidor".

Por iniciativa desses países, a OEA iniciou há quase dois anos um processo de reformas na CIDH, que deve estar concluído no dia 22 com uma assembleia-geral dos chanceleres da OEA em Washington, que emitirá recomendações.

A CIDH espera contornar definitivamente a reforma draconiana em suas regras durante a assembleia-geral. Brasil e Bolívia já se deram por satisfeitos com as mudanças internas propostas pela própria CIDH e, com isso, minaram o objetivo da Venezuela de implodir a instituição.

Apenas Venezuela, Equador e Nicarágua insistem em arrancar os poucos dentes da instituição em uma reforma a ser ditada pelos membros da OEA. Um grupo de trabalho elaborou projeto de 53 mudanças. Cada uma das sugestões foi respondida, em outubro, pela CIDH. Parte delas foi incorporada, como meio de "fortalecer" a instituição. A maioria dos membros da OEA, agora, considera essas mudanças internas suficientes. / AFP

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