Adiamento causa surpresa em reunião de cúpula do Mercosul

Chanceler venezuelano telefonou para colega brasileiro, Antonio Patriota, para informar a respeito da suspensão

Lisandra Paraguassu e Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

ENVIADOS ESPECIAIS / ASSUNÇÃO

A informação sobre o adiamento da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) foi transmitida ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota - que está na reunião do Mercosul, em Assunção -, pelo chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, em um telefonema de Cuba. "Não tenho mais informações. O que sei é que a suspensão se deu por recomendação médica."

Também durante a reunião do Mercosul, no fim da tarde, chegou aos presidentes reunidos em Assunção um comunicado oficial da chancelaria venezuelana informando que, "por motivos de força maior", foi necessário adiar o encontro.

Ainda pela manhã, o assessor especial da Presidência da República , Marco Aurélio Garcia, chegou a dizer que a cúpula estava confirmada e Chávez compareceria. "A informação que temos é que está tudo mantido", disse Garcia.

O assessor da Presidência chegou a dizer que havia preocupações sobre o estado de saúde dos chefes de Estado da América do Sul - Cristina Kirchner havia acabado de cancelar sua participação na cúpula do Mercosul também por recomendações médicas, depois de uma queda em que machucou a cabeça -, mas garantiu que as informações da Venezuela eram de que "estava tudo bem com Chávez".

O presidente venezuelano está internado há mais de 20 dias em Havana após uma cirurgia de emergência em razão de um abscesso pélvico.

Na semana passada, pela primeira vez, alguém do governo venezuelano falou sobre as reais condições de saúde do presidente. Na ocasião, Maduro admitiu que Chávez "lutava pela vida". Ainda assim, tentativas de mostrar que o presidente está bem seguem aparecendo na imprensa cubana, como as imagens de Chávez com Fidel Castro divulgadas ontem.

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