Administração Bush dividida sobre o alerta de terrorismo

O FBI e o Departamento de Justiça insistem que dispõem de informações de inteligência que justificam a advertência pública sobre a possibilidade de um devastador ataque terrorista nos Estados Unidos, feita nesta semana. Mas alguns congressistas e autoridades não estão tão certos. As autoridades da administração e membros do Congresso com acesso ao mesmo relatório de inteligência que deu origem ao alerta disseram que o anúncio do secretário de Justiça, John Ashcroft, e do diretor do FBI, Robert Mueller, foi exagerado e causou uma preocupação pública desnecessária.O porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Brian Roehrkasse, reiterou na quinta-feira que sua agência não tinha visto qualquer mudança no "constante fluxo de notícias de ameaças". "Não dispomos de qualquer nova inteligência nem de informação específica sobre a Al-Qaeda planejando um ataque", disse.Cassandra Chandler, diretora-assistente do FBI para assuntos públicos, admitiu que as informações de inteligência sobre a ameaça tinham chegado havia já algum tempo. Entretanto, só agora houve um nível maior de corroboração, acrescentou.Já assessores de campanha do candidato presidencial democrata John Kerry dizem que tudo não passou de uso da máquina governamental para atrair apoio ao presidente Geoge W. Bush. O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, nega a acusação de uso político da luta contra o terror: "As pessoas que o secretário da Justiça e o diretor do FBI apresentaram como sendo procuradas são pessoas reais que representam um real perigo para a América".

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