Carlos Barria/REUTERS
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Administração de Trump bloqueia mensagens de líderes mundiais enviadas a Biden

O presidente dos Estados Unidos se recusa a reconhecer sua derrota eleitoral e apresentou uma série de demandas para reverter os resultados eleitorais, que projetam Biden como vencedor

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 02h33

WASHINGTON - O governo de Donald Trump está bloqueando as mensagens que os líderes mundiais estão enviando ao presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

A rede de televisão CNN noticiou nesta quarta-feira, 11, que o Departamento de Estado se recusa a entregar a Biden e sua equipe de transição dezenas de mensagens enviadas por líderes estrangeiros.

Trump se recusa a reconhecer sua derrota eleitoral e apresentou uma série de demandas para reverter os resultados eleitorais, que projetam Biden como vencedor.

Funcionários do Departamento de Estado familiarizados com a situação disseram à CNN que as mensagens para Biden começaram a chegar no último fim de semana, quando sua vitória foi confirmada.

O Departamento de Estado normalmente organiza comunicações com os presidentes eleitos, mas a administração Trump negou à sua equipe de transição o acesso aos fundos, informações e contatos necessários para iniciar essa tarefa.

Biden, no entanto, manteve conversações com líderes mundiais, como a chanceler alemã Angela Merkel; o presidente francês, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o chefe de governo irlandês, Micheál Martin.

O primeiro líder estrangeiro a falar com Biden para parabenizá-lo por sua vitória, na última segunda-feira, foi o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. Nesta quarta, ele hoje falou com os primeiros-ministros do Japão, Yoshihide Suga, da Austrália, Scott Morrison, e com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, informou sua equipe.

O número de países que ainda não reconheceram Biden vem diminuindo, mas inclui as duas principais potências da América Latina - México e Brasil - além da Rússia e China.

Biden fez todas essas ligações sem a ajuda do Departamento de Estado, como é comum em outras transições para o governo dos Estados Unidos./EFE

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