Administração dos EUA no Iraque é acusada de má gestão

O Conselho Internacional de Monitoramento e Assessoramento - órgão criado em maio de 2003 pelo Conselho de Segurança da ONU para supervisionar a aplicação da renda do Iraque com petróleo - criticou os ex-administradores dos EUA em Bagdá e o atual governo interino iraquiano. A entidade acusa-os de má gestão e de não ter contido o contrabando, nem lutado contra a corrupção.O informe dá destaque à atuação da Autoridade Provisória da Coalizão (APC), a entidade dirigida pelo diplomata americano Paul Bremer até a transferência parcial de soberania para um governo interino, em junho. São citadas inúmeras irregularidades na venda de petróleo bruto e nas condições dos contratos, em especial as concessões para a empresa americana Halliburton, prestadora de serviços no ramo petrolífero.A APC cedeu contratos bilionários à Halliburton, da qual o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, foi um dos executivos. A Halliburton atua no Iraque por intermédio de sua subsidiária, a Kellogg Brown & Root. O informe destaca que serviços no valor de US$ 812 milhões mostravam "numerosas irregularidades, especialmente ausência das avaliações técnicas requeridas e custos injustificados e exagerados".

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