Reprodução/El Universal
Reprodução/El Universal

Adolescente colombiana de 15 anos sobrevive à queda de 26º andar

Segundo testemunhas, queda ocorreu após uma briga no apartamento

O Estado de S. Paulo

12 Agosto 2016 | 16h17

CARTAGENA - Uma adolescente colombiana de 15 anos sobreviveu após cair do 26º andar na piscina de um prédio de Bocagrande, em Cartagena de Índias, confirmaram nesta sexta-feira, 12, fontes médicas.

A menor sofreu "fratura na escápula esquerda, contusão pulmonar, contusão hepática, fratura do púbis e lacerações em múltiplas partes do corpo", disse o médico Hernando Pinzón, diretor da Fundação Hospital Infantil Napoleão Franco Pareja, onde ela foi internada na madrugada de ontem.

"A menina se encontra estável e consciente, recebe analgésicos, antipiréticos e antibióticos", disse Pinzón, explicando que a equipe médica está "muito satisfeita com a evolução de seu quadro". O médico explicou que a menor também recebe assitência na "parte de sua saúde mental". 

O pai da adolescente, Manuel Mendoza Manga, disse à agência EFE por telefone que não sabe bem o que aconteceu com a filha, uma vez que estava fora da cidade. 

A família Mendoza é vítima do conflito armado e, devido aos problemas econômicos, o pai tinha ido para Cali para procurar trabalho enquanto a menor ficou com um tio em Cartagena, onde ganha a vida como música.

"O que me disseram é que ela estava tocando com uma banda na praia de Bocagrande e não sei se a levaram ao edifício à força e a obrigaram a usar drogas", afirmou o pai da menina, identificada como D.L.

A adolescente é a mais velha de cinco irmãos e a família foi deslocada há alguns anos por paramilitares do município de Carmen de Bolívar, de onde são naturais.

O subcomandante da Polícia Metropolitana de Cartagena, coronel Wilson González, disse que segundo testemunhas, no apartamento houve uma discussão pela aparente perda de objetos de valor, "e o que se está verificando é se a empurraram (a adolescente) ou para fugir e se proteger, se jogou pela janela". Um homem foi detido suspeito de ligação com o caso, acrescentou o coronel. / EFE

Mais conteúdo sobre:
Colômbia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.