François Mori / AP
François Mori / AP

Adolescente de 16 anos é presa na França após manifestar intenção de cometer ataque 

Investigadores chegaram até a jovem, que não tem antecedentes criminais, após detectarem uma mensagem 'muito preocupante' postada dentro deste grupo Telegram

O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2016 | 19h28

Uma adolescente de 16 anos, que se dizia pronta para cometer um ataque na França, foi indiciada nesta segunda-feira, 8, em Paris, e colocada em prisão preventiva, informou uma fonte judicial. A menina foi detida na quinta-feira durante uma operação antiterrorista em Melun (Seine-et-Marne), nos subúrbios de Paris.

"Muito radicalizada", a jovem era administradora de um grupo no Telegram, onde "retransmitia numerosas mensagens de propaganda do grupo Estado Islâmico, ecoava as chamadas para o cometimento de ataques e também expressava a sua intenção de agir", informou uma fonte próxima à investigação.

Os investigadores chegaram até a adolescente, que não tem antecedentes criminais, após detectarem uma mensagem "muito preocupante" postada dentro deste grupo Telegram, disse a fonte.

A adolescente foi indiciada por "associação criminosa em relação a uma empresa terrorista criminosa" e "incitação à prática de atos terroristas por um meio de comunicação on-line", no caso mensagens criptografadas pelo Telegram, segundo a fonte.

Um inquérito judicial, confiado aos juízes do centro antiterrorista de Paris, foi aberto nesta segunda-feira pelo procurador de Paris.

Buscas foram realizadas na quinta-feira pela polícia de elite em Melun, incluindo na casa da família da menina. Nem armas nem explosivos foram descobertos. "Neste estágio da investigação, os investigadores não identificaram um alvo ou projeto concreto", acrescentou a fonte próxima.

O computador e o celular da menor estão sendo analisados e "não houve, nesta fase, outras prisões", disse a mesma fonte.

Lançado em 2013, o aplicativo Telegram, criado por russos, é regularmente apontado pelas autoridades como um dos meios preferidos dos jihadistas em razão de seu sistema de criptografia, que exige um código para decifrar as mensagens.

Os dois autores do ataque na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, Adel Kermiche e Abdel Petitjean, se conheceram por meio desse aplicativo, poucos dias antes do assassinato do padre Jacques Hamel. / AFP 

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