Adolescente é morto após 2º dia de greve no Chile

Um adolescente de 16 anos foi morto num subúrbio da capital do Chile em mais uma noite de violência no país, após o segundo dia de uma greve geral convocada pela principal central sindical do país. A noite também foi marcada por saques, barricadas e confrontos entre manifestantes e a polícia.

AE, Agência Estado

26 de agosto de 2011 | 10h56

Segundo vizinhos, o adolescente foi morto por policiais num subúrbio onde ocorriam distúrbios. A polícia não confirmou a acusação e afirmou que a morte terá de ser investigada, embora admita ter enviado um veículo com policiais para o local.

"O governo espera que o assunto seja resolvido rapidamente e que a morte do jovem seja esclarecida", afirmou nesta manhã o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla.

Ao fazer um balanço da situação dos últimos três dias, Ubilla disse que foram detidos em todo o país 1.394 pessoas e que 53 civis e 153 policiais ficaram feridos.

No segundo dia da greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo menos 50 mil manifestantes - segundo a polícia - marcharam pelo centro da capital e se reuniram numa das avenidas de Santiago.

Durante a noite e após o tradicional "panelaço" contra o governo, foram erguidas barricadas com fogo em diversos pontos da cidade. Ocorreram saques, um carro foi incendiado e houve confrontos com a polícia, num dos quais o adolescente Manuel Gutiérrez morreu.

"Caminhávamos até passarela onde, supomos, estavam os policiais. Estávamos nos aproximando e escutamos três disparos e um atingiu meu amigo", disse Joseph Ramírez, que estava com a vítima, à rádio Cooperativa. Outra testemunha, Miguel Fonseca, que se identificou como porta-voz da família de Gutiérrez, também afirmou que os disparos partiram da polícia. Ubilla afirmou que a morte ocorreu em meio a enfrentamentos entre manifestantes e policiais.

Para o governo, a convocação da greve geral nacional exigindo reformas trabalhistas, sociais e políticas foi um fracasso, porque o cotidiano do se manteve normal durante os dois dias de paralisação e na quinta-feira apenas 9,1% dos funcionários públicos não compareceram ao trabalho.

Já o sindicato do funcionalismo afirmou que 80% dos trabalhadores aderiram à greve. A CUT disse que as atividades durante a greve não foram normais e que as marchas em todos o país na quinta-feira mobilizaram 600 mil pessoas. As informações são da Associated Press.

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