Stephen Zenner/Getty Images/AFP
Stephen Zenner/Getty Images/AFP

Adolescente negra de 15 anos é morta a tiros por policiais em Ohio, nos EUA

Familiares identificaram a vítima como Makiyah Bryant; autoridades não confirmaram identidade e não deram detalhes sobre o caso, que aconteceu 20 minutos antes do júri responsável pelo julgamento de Derek Chauvin condená-lo pelo assassinato de George Floyd no ano passado

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2021 | 23h46

COLUMBUS, EUA - Uma adolescente negra de 15 anos foi morta a tiros pela polícia em Columbus, Ohio, na tarde desta terça-feira, 20, disseram as autoridades, pouco antes do júri responsável pelo julgamento do ex-policial Derek Chauvin condená-lo pelo assassinato de George Floyd no ano passado.

A morte da menina, identificada por familiares como Makiyah Bryant, ganhou rapidamente as redes sociais e desencadeou protestos na capital de Ohio.

A Divisão de Polícia de Columbus não forneceu detalhes sobre o incidente, que foi confirmado no Twitter pelo prefeito da cidade, Andrew Ginther. O prefeito afirmou que há imagens feitas pelas câmeras de corpo da polícia e pediu aos moradores que mantivessem a paz.

"Esta tarde, uma jovem perdeu a vida tragicamente", disse Ginther. "Não conhecemos todos os detalhes. Há uma filmagem de uma câmera de corpo. Estamos trabalhando para analisá-la o mais rápido possível."

O jornal Columbus Dispatch relatou que a polícia estava respondendo a uma ocorrência de tentativa de esfaqueamento quando disparou, por volta das 16h45 (horário local, 18h45 no Brasil),  na parte sudeste de Columbus. O veredicto no caso Chauvin foi anunciado cerca de 20 minutos depois.

Ginther disse que o Bureau of Criminal Investigation de Ohio conduziria uma investigação independente, que ele disse ser padrão sempre que um policial atira em alguém.

"Vamos compartilhar as informações que pudermos assim que estiverem disponíveis", disse ele. "Estou pedindo aos residentes que mantenham a calma e permitam que a BCI reúna os fatos."

Uma mulher entrevistada pelo The Dispatch identificou a vítima como sua sobrinha de 15 anos. A mulher, Hazel Bryant, disse ao jornal que sua sobrinha morava em um lar adotivo e entrou em uma briga com outra pessoa na casa.

Bryant disse que sua sobrinha tinha uma faca, mas afirmou que a menina havia soltado o objeto antes de ser baleada várias vezes por um policial, noticiou o jornal.

A Divisão de Polícia de Columbus não respondeu imediatamente às mensagens solicitando comentários na noite de terça-feira. Uma multidão de manifestantes se reuniu em frente ao prédio da polícia da cidade, informou a mídia local. 

A morte do adolescente rapidamente recebeu atenção generalizada, inclusive de Ben Crump, o advogado da família Floyd, em meio a um acerto de contas contínuo sobre a responsabilização policial e o racismo sistêmico.

"Ao respirarmos um suspiro coletivo de alívio hoje, uma comunidade em Columbus sentiu a picada de outro tiro policial quando @ColumbusPolice matou uma garota negra desarmada de 15 anos", disse Crump. "Outra criança perdida! Outra hashtag"./ NYT

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