Adolescente palestino de 16 anos se explode na Cisjordânia

Encurralado por soldados israelenses, após quase dois dias de perseguição , o adolescente palestino Sabih Abu Saud, que completara 16 anos há dez dias, detonou os explosivos que levava junto ao corpo. Além da morte do extremista, a explosão causou apenas ferimentos leves em um dos soldados. Abu Saud é o mais jovem homem-bomba entre os mais de 100 que se explodiram nos últimos três anos, causando a morte de mais de 450 israelense. A explosão ocorreu em Azzoum, na Cisjordânia, a menos de um quilômetro do território israelense. Fontes de inteligência de Israel haviam alertado no domingo que alguém na região estava disposto a lançar um atentado suicida, dando início à perseguição. Abu Saud pertencia ao grupo Brigada dos Mártires de Al-Aqsa - braço armado da organização Fatah, fundada por Yasser Arafat. Em Moscou, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou-se hoje contrário a um possível apoio ao "roteiro para a paz" em forma de resolução do Conselho de Segurança da ONU. Uma iniciativa nesse sentido tinha sido apresentada ao conselho às vésperas da visita de Sharon à Rússia. O líder israelense disse ter explicitado sua posição sobre o tema no encontro que manteve com o presidente russo, Vladimir Putin.

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