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Adolescentes britânicas já entraram na Síria, diz polícia

O caso aumentou os temores de que um crescente número de jovens britânicas teriam sido atraídas pela propaganda do grupo extremista nas mídias sociais, que convoca mulheres a serem "esposas de jihadistas"

O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 17h01

LONDRES - Autoridades britânicas afirmaram que, de acordo com investigações policiais em andamento, as três adolescentes britânicas que saíram de Londres com o objetivo de juntar-se ao Estado Islâmico (EI) já teriam deixado a Turquia e entrado na Síria.

As meninas, Shamima Begum, Kadiza Sultana e Amira Abase, que têm entre 15 e 16 anos, desapareceram de suas casas no dia 17 e embarcaram em um voo com destino a Istambul, Turquia. As autoridades acreditam que elas tinham como objetivo juntar-se ao Estado Islâmico.

O caso aumentou os temores de que um crescente número de jovens britânicas teriam sido atraídas pela propaganda do grupo extremista nas mídias sociais, que convoca mulheres a serem "esposas de jihadistas".

Autoridades de segurança estimam que ao menos 500 britânicos já viajaram para a Síria com o objetivo de se unir ao Estado Islâmico por meio da conexão com Istambul. Especialistas acreditam que pelo menos 50 deles são mulheres.

As três adolescentes estudam em um colégio prestigioso de Londres, onde são conhecidas como boas alunas. As famílias imploraram para que elas voltem para casa.

Enquanto continua a busca pelas garotas, um funcionário do governo da Turquia criticou as autoridades britânicas, afirmando que Londres só comunicou o país três dias do desaparecimento, o que pode ter prejudicado a investigação.

O vice-primeiro-ministro da Turquia, Bulent Aric, disse que as adolescentes chegaram a Istambul como turistas e as autoridades britânicas não compartilharam informação suficiente para que pudessem tomar alguma atitude. "É condenável e vergonhoso que a Grã-Bretanha não tenha seguido os passos dessas meninas. Não temos como ler a mente dos turistas", disse a jornalistas.

Entretanto, a polícia britânica negou as afirmações nesta terça-feira, declarando que contactaram a Embaixada da Turquia em Londres um dia após o desaparecimento das meninas. As polícias de ambos países trabalham para localizá-las./ ASSOCIATED PRESS 

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