AFP PHOTO / Kommersant Photo / Yury MARTYANOV
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Advogada russa que se encontrou com Trump Jr. está disposta a testemunhar no Senado dos EUA

Natalia Veselnitskaya alega que durante a reunião com o filho mais velho de Donald Trump falou sobre a adoção de crianças russas e a lei americana Magnitsky

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2017 | 15h42

MOSCOU - A advogada russa acusada nos EUA de ter tentado entregar a Donald Trump Jr. informações comprometedoras sobre Hillary Clinton afirmou nesta quarta-feira, 19, que está disposta a testemunhar perante o Senado americano sobre este caso "absurdo".

"Se o Senado quiser ouvir a verdadeira história, estou mais do que disposta a contar tudo" sobre seu encontro com o filho mais velho do presidente americano, Donald Trump, em junho de 2016, em Nova York, afirmou Natalia Veselnitskaya, de 42 anos, em entrevista ao canal de televisão russo RT. "Estou disposta a testemunhar, se minha segurança for garantida", disse ela, que nega ter vínculos com o Kremlin.

Natalia alega que, durante o encontro com Donald Trump Jr., discutiu sobre a adoção de crianças russas e a lei americana Magnitsky - em homenagem ao advogado russo Serguei Matnitsky, morto na prisão após ter denunciado um escândalo financeiro na Rússia -, que prevê sanções econômicas contra funcionários russos suspeitos de violações dos direitos humanos.

Em retaliação, o governo russo aprovou uma lei que proíbe a adoção de crianças russas por cidadãos americanos. "Foi por essa história que fui ver Trump Jr.", garantiu Natalia. Nos últimos anos, a advogada fez campanha na Europa e nos EUA contra as sanções ocidentais aplicada à Rússia no âmbito do caso Magnitsky.

Em e-mails trocados em junho de 2016 com Donald Trump Jr., o ex-jornalista Rob Goldstone - um britânico amigo da família - disse que poderia ajudar a equipe de Trump a desacreditar sua rival democrata, Hillary Clinton, com informações dos russos perto das eleições americanas.

Nessas mensagens, Goldstone mencionava Natalia como uma "advogada do governo russo" que tinha documentos comprometedores obtidos com o procurador-geral russo, Yuri Chaika. "É totalmente absurdo", insistiu ela. / AFP

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