Advogado da Parmalat depõe na Itália

Um advogado italiano da Parmalat, que está entre os principais suspeitos da fraude financeira que produziu um rombo de 14 bilhões de euros na empresa, depôs hoje pela primeira vez desde que foi preso em 31 de dezembro. Segundo a imprensa italiana, dois promotores de Parma interrogaram hoje Giampaolo Zini, que representava a Parmalat nos negócios com bancos americanos e foi preso dois dias depois do fundador da Parmalat, Calisto Tanzi.Quando Zini foi preso, foram apreendidas caixas de documentos em seu escritório em Nova York. A apreensão foi pedida pelas autoridades italianas à comissão de valores mobiliários americana (SEC). O interrogatório de Zini demorou dois meses porque foram necessárias semanas para analisar o material apreendido, que supostamente documenta em detalhes operações financeiras da Parmalat. Os promotores estão investigando o envolvimento do advogado com empresas sediadas nas Ilhas Cayman, que fizeram parte das intrincadas manobras financeiras da empresa italiana.A comissão de valores mobiliários italiana, a Consob, informou hoje que entregou à Justiça documentos relacionados à sua investigação de uso de informações privilegiadas no mercado, envolvendo os preços de ações de bancos envolvidos com o escândalo da Parmalat.

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