Advogado de mulheres que denunciaram Assange nega conspiração

Para Claes Borgström, não há relação entre vazamentos e denúncias de crimes sexuais na Suécia

estadão.com.br,

09 de dezembro de 2010 | 10h03

LONDRES - O advogado sueco Claes Borgström, que defende duas mulheres que acusam o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de crimes sexuais, negou que suas clientes façam parte de uma conspiração contra o dono do site.

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"É muito injusto o que está ocorrendo com elas, porque estão sendo apontadas como se fizessem parte de uma conspiração contra Assange e o WikiLeaks, o que não é verdade", disse Borgström ao jornal britânico The Guardian nesta quinta-feira, 10.

"Não há nada errado em terem procurado à Polícia. E o que estão sofrendo é injusto e absurdo", criticou o advogado, que questionou se as duas mulheres teriam se atrevido a denunciar Assange se soubessem que iriam ter as reputações colocadas em dúvida.

Segundo Borgström, suas clientes sofreram dois ataques: um físico e um virtual, organizado por partidários de Assange, que publicaram inúmeras fotografias das duas na internet e as acusaram de fazer parte de uma armadilha da CIA (agência de inteligência americana).

"WikiLeaks está nas capas dos principais jornais de todo o mundo e Assange é suspeito de delito sexual na Suécia, o que faz com que as pessoas pensem que há uma relação entre ambas as coisas. Mas não há, em absoluto", garantiu o advogado sueco.

Um conhecido de Assange declarou ao jornal que havia advertido o fundador do WikiLeaks do risco que corria com sua "fraqueza por mulheres", que se sentiam atraídas por ele como o teriam estado pelo músico Mick Jagger.

"Uma personalidade como Assange, conhecida no mundo todo, que aparece todos os dias dos meios de comunicação, exerce uma grande atração sobre as mulheres. Muitas o convidavam as suas camas e ele abusava dessas oportunidades", acrescentou.

Com Efe

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