REUTERS/Tomas Bravo
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Advogado denuncia 'abuso de autoridade' contra 'El Chapo'

Juan Pablo Badillo diz que seu cliente não tem permissão para ver defensores na penitenciária onde está preso; governo nega denúncia e diz que 'El Chapo' se reuniu com advogados na terça

O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2016 | 10h38

CIDADE DO MÉXICO - Juan Pablo Badillo, um dos advogados do narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, afirmou na noite de quarta-feira que seu cliente está sendo vítima de "flagrante abuso de autoridade" por não ter permissão para ver seus defensores na penitenciária de segurança máxima Altiplano, no centro do México.

O advogado que seu cliente está "sequestrado" nessa prisão, a mesma de onde o criminoso fugiu há seis meses através de um túnel de 1,5 quilômetros, porque as autoridades decidem com quem ele pode falar e por quanto tempo. "É um flagrante abuso de autoridade. Não permitem o acesso de seus advogados, porque o regulamento do centro penitenciário não o permite, o que é uma bobagem", afirmou Badillo.

Fontes do governo mexicano relataram na noite de terça-feira que o narcotraficante não tinha recebido visitas desde que foi recapturado na sexta-feira passada. No entanto, o ministro de Governo, Miguel Ángel Osorio, garantiu hoje que tal isolamento não existe e, como consta no registro da prisão, "El Chapo" se reuniu na terça-feira com um de seus advogados.

O advogado de Guzmán confirmou que a defesa apresentou na semana passada vários recursos contra a extradição de seu cliente para os Estados Unidos, onde é acusado de narcotráfico, lavagem de dinheiro, homicídio e outros crimes. / EFE

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