Advogados de Berlusconi negam suborno a testemunhas

Os advogados de Silvio Berlusconi disseram que as acusações de um tribunal de Milão de que o ex-primeiro-ministro pagou testemunhas para falar a seu favor num caso sobre festas envolvendo prostitutas (descritas pelo próprio Berlusconi como "Bunga bunga") são "totalmente fora da realidade e de comprovação".

Agência Estado

29 de novembro de 2013 | 14h49

Os advogados Niccolo Ghedini e Piero Longo afirmaram que "não há qualquer conexão" entre a reunião, realizada em janeiro de 2011, que eles tiveram com as mulheres que frequentavam as festas e os pagamentos que 2.500 euros mensais que elas começaram a receber um ano mais tarde.

As mulheres foram testemunhas no julgamento de três ex-parceiros de Berlusconi acusados de buscar mulheres para se prostituir nas festas do ex-premiê. As mulheres negaram que as festas tivessem conotação sexual. Os juízes as acusaram de dar falso testemunho.

O tribunal enviou a documentação com a acusação para a promotoria, que deve investigar a possível corrupção de um processo judicial. A ação pode levar a uma nova dor de cabeça legal para Berlusconi, que nesta semana teve seu mandato de senador cassado após a condenação num caso de fraude fiscal.

O ex-premiê não era réu no caso de prostituição, mas foi condenado num outro julgamento por ter pago para fazer sexo com uma marroquina de 17 anos, Karima el-Mahroug, mais conhecida como Ruby, que participava das festas. Berlusconi tentou encobrir o caso. Seus advogados disseram que vão apelar da sentença de sete anos de cadeia e banimento da vida política.

Berlusconi defendeu os pagamentos feitos às mulheres dizendo que é de sua natureza ajudar pessoas que precisam. A maioria delas queria trabalhar em programas da emissora do ex-premiê, a Mediaset. Muitas viviam em apartamentos de propriedade de Berlusconi, usavam joias dadas por ele e algumas até dirigiam carros que ele dera a elas como presente de aniversário. Fonte: Associated Press.

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