Advogados de Saddam dizem que vão recorrer da sentença

A equipe de defesa do ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein, e de seis de seus antigos colaboradores informou nesta segunda-feira que vai recorrer de todas as sentenças pronunciadas no domingo pelo Tribunal Especial Iraquiano. Em Bagdá, Khalil al-Dulaimi, chefe da defesa, disse em uma conversa telefônica que os advogados recorrerão das decisões judiciais "apesar de não reconhecermos a legitimidade da corte" que sentenciou Saddam e dois de seus ajudantes à morte. Dulaimi disse que a apelação demorará vários dias já que a defesa ainda não recebeu "por escrito a decisão judicial do tribunal". Os advogados de defesa afirmaram que a sentença que condena Saddam à morte favorece Bush nas eleições do Congresso norte-americano, marcadas para terça-feira. Atraso A corte de apelação do Iraque era esperada a decidir sobre o veredicto de Saddam em meados de janeiro, disse o promotor-chefe do caso nesta segunda-feira. Além disso, o conselho presidencial do Iraque, composto por três homens, havia concordado há pelo menos seis meses em não barrar uma eventual pena de morte para Saddam caso seja mantida na apelação final. Todos os três membros do Conselho Presidencial - o presidente Jalal Talabani e os vice-presidentes Tariq al-Hashimi e Adil Abdul-Mahdi - devem assinar termos para sentenças de morte antes que elas sejam executadas. Talabani, um curdo que se opõe à pena capital, permanentemente incumbiu Abdul-Mahdi, um muçulmano xiita, a votar em seu nome. Mahdi disse que votaria pela pena capital de Saddam, o que significa que duas das três assinaturas estavam garantidas. Al-Hashimi, outro vice-presidente e um muçulmano sunita, deu sua palavra de que também assinaria pela pena máxima contra o ex-ditador como parte de um acordo, mediado pelo embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad, sob o qual ele subiu ao cargo em 22 de abril. Esta matéria foi alterada às 16h57 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

06 Novembro 2006 | 13h48

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