Jonathan Ernst/Reuters
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Advogados de Trump querem que ele rejeite encontro com procurador especial, diz jornal

Segundo o 'The New York Times', eles estão preocupados com a possibilidade de uma acusação de mentir aos investigadores, já que o presidente já fez declarações falsas antes e caiu em contradição

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2018 | 04h00
Atualizado 06 Fevereiro 2018 | 08h13

WASHINGTON - Os advogados do presidente americano, Donald Trump, o aconselharam a rejeitar um encontro com o procurador especial Robert Mueller, que investiga a suposta interferência russa na campanha eleitoral de 2016, informou o jornal The New York Times.

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O próprio Trump, no entanto, repetiu diversas vezes que gostaria de falar com Mueller sobre a investigação em curso, que pretende determinar se a equipe de campanha do republicano estabeleceu um conluio com Moscou para prejudicar a então candidata democrata Hillary Clinton, e se praticou obstrução de Justiça.

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"Eu estou ansioso para isso, na verdade", afirmou Trump em janeiro, antes de acrescentar: "Submeto a meus advogados e tudo isso".

O presidente também destacou que prestaria depoimento sob juramento. Um interrogatório de Mueller não aconteceria dessa forma, mas mentir para investigadores federais é um crime.

O jornal The New York Times cita quatro pessoas próximas à questão que afirmam que os advogados do presidente estão preocupados com a possibilidade de uma acusação de mentir aos investigadores, já que previamente ele fez declarações falsas e caiu em contradição.

As fontes destacam que o advogado John Dowd e seu auxiliar Jay Sekulow, o advogado pessoal de Trump de longa data, Marc Kasowitz, e vários assessores da Ala Oeste da Casa Branca pretendem resistir ao pedido de encontro, alegando que Mueller não tem posição legal para alguns temas que investiga.

No entanto, uma recusa poderia levar Mueller a emitir uma intimação para que Trump testemunhe diante de um grande júri, o que provocaria uma batalha a ser definida pela Suprema Corte.

Também poderia resultar em acusações de que o presidente oculta informações, o que representaria uma distração para os republicanos que disputarão as eleições de meio de mandato em novembro.

O jornal lembra que Dowd discute uma eventual entrevista com a equipe de Mueller desde dezembro e o advogado da Casa Branca, Ty Cobb, é um dos poucos assessores de Trump que recomenda a cooperação com o procurador especial. / AFP

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