Advogados dos memorandos de tortura não são punidos

Os advogados que durante a administração de Presidente George W. Bush prepararam as teorias legais que resultaram na tortura de suspeitos de terrorismo mostraram falta de discernimento, mas nem por isso devem ser julgados por má conduta profissional, de acordo com um relatório sobre ética, publicado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

AE, Agencia Estado

31 de janeiro de 2010 | 15h21

O relatório inicialmente chegou à conclusão de que os dois autores principais dos "memorandos de tortura", Jay Bybee e John Yoo, violaram suas obrigações como advogados.

Mais tarde, David Margolis, do departamento de justiça, abrandou o tom e disse que os autores simplesmente mostraram falta de discernimento.

Margolis é um advogado de carreira e não uma escolha política da administração do Presidente Obama. Ele que vem supervisionando a disciplina interna do departamento há vários governos.

É provável que o tom mais brando adotado por Margolis cause desconforto entre grupos que queiram a punição dos advogados da era Bush, que eram a favor da tortura e dos grampos telefônicos.

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