Advogados recorrerão da condenação em Mianmar

Violação da lei de segurança nacional do país acarretou pena de mais um ano e meio de prisão domiciliar

Efe

12 de agosto de 2009 | 05h07

Os advogados que defenderam a líder opositora em Mianmar e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, anunciaram nesta quarta-feira, 12, que recorrerão da sentença que a condenou por quebrar os termos da prisão domiciliar.

 

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Suu Kyi foi condenada na terça-feira, 11, a três anos de trabalhos forçados, embora o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, tenham reduzido a pena e ordenado que cumpra 18 meses de reclusão em casa.

 

Nyan Win, advogado e porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), legenda liderada pela Nobel da Paz, disse à imprensa que apresentariam um recurso perante o Tribunal de Apelações por considerar que a sentença foi "incorreta".

 

A defesa de Suu Kyi alegou durante o julgamento que a acusação se baseava em uma lei que deixou de ter efeito após a entrada em vigor da nova Constituição, aprovada em plebiscito no ano passado.

 

O julgamento durou quase três meses e foi dominado pelo hermetismo próprio do regime militar, que impôs uma série de dificuldades aos advogados de Suu Kyi.

 

Uma aparente falha nas medidas de segurança permitiu que, em maio passado, o americano John Willian Yettaw cruzasse nadando um lago e entrasse na casa da Nobel da Paz, que cumpria então há seis anos a ordem de prisão domiciliar imposta pela Junta Militar por ativismo político.

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