Aéreas pedem que passageiros cedam assentos após caos

Companhias aéreas apelavam hoje aos passageiros para que abrissem mão de seus assentos em prol de viajantes que não conseguiram embarcar anteriormente. As empresas seguem tentando reduzir a fila de centenas de turistas que ficaram em terra em razão da paralisação nos voos na Europa, provocada pelas cinzas espalhadas por um vulcão nas Islândia.

AE, Agência Estado

24 de abril de 2010 | 20h39

A British Airways e a Virgin Atlantic pediam a passageiros com viagens marcadas para voos de longa distância na próxima semana para que considerassem a possibilidade de ceder seus assentos para viajantes afetados pelas interrupções no tráfego aéreo.

Com o fechamento do espaço aéreo causado pelas nuvens de cinzas expelidas pelo vulcão Eyjafjallajokull, a aviação civil na Europa vivenciou a pior interrupção de voos desde a Segunda Guerra. Mais de 100 mil voos foram cancelados e as companhias aéreas estimam ter registrado um prejuízo de mais de US$ 2 bilhões em razão do caos.

"É uma situação muito difícil e estamos tendo que lidar com uma série de complexidades, companhias aéreas afetadas em diversas parte do mundo e tripulações presas em diferentes pontos do globo", afirmou o executivo-chefe da British Airways, Willie Walsh.

Autoridades na Europa afirmam que a maior parte do continente está agora livre das cinzas vulcânicas e que a maioria dos serviços aéreos opera normalmente. Várias operadoras aéreas afirmaram que estão colocando novos voos à disposição para que os viajantes consigam voltar para suas casas.

Islândia

A agência de proteção civil da Islândia informou que o Eyjafjallajokull ainda estava expelindo cinzas, mas que as nuvens situavam-se cerca de 3 quilômetros acima do nível da terra - uma altura que não seria capaz de atingir jatos. E os ventos tomavam a direção do sudeste - distante da Europa, segundo Olof Baldursdottir, membro da agência de defesa civil.

Vários aeroportos da Islândia - incluindo o Keflavik International Airport e Reykjavik International Airport - seguem fechados.

"Ainda há muitos tremores no vulcão, mas a nuvem de fumaça tem altura inferior a 3 quilômetros e as cinzas estão caindo, principalmente, nos arredores", disse Baldursdottir. Pall Einarsson, um geofísico da Universidade da Islândia, afirmou que o Eyjafjallajokull estava sendo monitorado de perto e expelindo cinzas em uma quantidade bem menor. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Islândiavulcãoaeroportos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.