Foto: Louai Beshara / AFP
Foto: Louai Beshara / AFP

Aeroporto de Alepo, na Síria, recebe primeiro voo civil após oito anos

Instalação aeronáutica estava sem receber voos desde 2012, quando região foi dominada por rebeldes jihadistas.

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 12h57

Um avião civil, com ministros sírios e jornalistas a bordo, pousou nesta quarta-feira, 19, no aeroporto de Alepo, na Síria. Procedente de Damasco, o voo é o primeiro a ocorrer em território sírio em oito anos de conflito.

O fato histórico acontece alguns dias após a reconquista pelas forças governamentais dos setores ao redor de Alepo, segunda maior cidade do país. Forças do governo de Bashar Al Assad conseguiram expulsar jihadistas e rebeldes que controlavam a região.

A reabertura do aeroporto de Alepo, assim como a recente conquista da autoestrada M5, que liga a cidade do norte à capital Damasco, representam uma vitória simbólica e econômica para as forças governistas.

Os ministros dos Transportes e do Turismo viajaram no Airbus A320 da empresa nacional Syrian Air, que decolou da capital com um grupo de jornalistas convidados pelo ministério da Informação.

Após um voo de 40 minutos, o avião pousou às 11h22 (6h22 de Brasília) em Alepo, onde autoridades e funcionários se reuniram em um ambiente festivo para receber passageiros.

“É uma vitória significativa realizada graças aos sacrifícios heroicos do exército sírio e à determinação do povo sírio”, afirmou o ministro dos Transportes, Ali Hamud, citado pela agência oficial Sana.

O aeroporto de Alepo suspendeu todos os voos comerciais em 2012, quando grupos rebeldes assumiram o controle desse setor da cidade. Capital da província de mesmo nome, Alepo foi completamente reconquistada no final de 2016 pelo regime de Bashar al Assad.

O conflito

A reconquista da região ocorre no âmbito de uma ofensiva lançada em dezembro, com o apoio da Rússia, contra a última grande fortaleza jihadista e rebelde no noroeste da Síria, a região de Idlib e arredores.

Os jihadistas do grupo Hayat Tahrir al Sham (HTS, ex-braço sírio da Al-Qaeda) ainda dominam mais da metade da província de Idlib e setores dos arredores de Aleppo, Hama e Lataquia.

Segundo a ONU, desde dezembro mais de 900.000 pessoas fugiram da violência. Desde o início da guerra, em março de 2011, mais de 380.000 pessoas morreram no país./ AFP

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