Tim Ireland / AP
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Aeroporto de Londres suspende voos por presença de drones e prejudica passageiros

Gerente-chefe de operações de Gatwick diz que polícia está em busca dos operadores das aeronaves por controle remoto; 20 mil pessoas já foram afetadas e outras milhares ainda devem prejudicadas até sexta-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2018 | 10h40
Atualizado 20 de dezembro de 2018 | 15h07

LONDRES - Os voos no Aeroporto de Gatwick, o segundo mais movimentado do Reino Unido, tiveram de ser suspensos nesta quinta-feira, 20, em razão da presença de drones que voavam perto de seu espaço aéreo, prejudicando milhares de pessoas que queriam viajar antes do Natal.

Os aviões não puderam decolar e vários voos com pousos programados foram encaminhados a outros aeroportos, informou a administração de Gatwick, em Londres. Os planos de ao menos 20 mil passageiros já foram afetados e outros milhares ainda devem prejudicados até sexta-feira.

O gerente-chefe de operações de Gatwick, Chris Woodroofe, disse que a polícia está procurando os operadores das aeronaves por controle remoto. “Também temos o helicóptero no ar, mas a polícia disse que seria perigoso tentar abater os drones em razão do que pode acontecer com as balas perdidas”, disse ele à rádio BBC. Gatwick se desculpou aos passageiros prejudicados no Twitter, acrescentando que a segurança é sua “maior prioridade”.

“Meu conselho aos passageiros que viajam hoje e amanhã é verificar os sites das empresas aéreas antes de irem ao aeroporto”, disse Woodroofe. Ele alertou que os efeitos cascata nos voos em termos de atrasos e cancelamentos serão sentidos ao menos nas próximas 24 horas.

A polícia britânica solicitou a intervenção do Exército na operação para neutralizar os drones. Segundo informações do Ministério da Defesa, esta pasta e o departamento policial estão conversando sobre "a capacidade militar que possa ser proporcionada para ajudar" na ação.

Choques entre aviões e drones

Um aumento de quase colisões entre drones e aviões comerciais intensificou as preocupações com a segurança na indústria da aviação nos últimos anos. No Reino Unido, o número de choques evitados entre drones particulares e aeronaves mais do que triplicou entre 2015 e 2017, e 92 incidentes foram registrados em 2017, segundo a britânica Airprox Board.

Houve vários relatos da presença de drones desde o relatório inicial de dois deles às 21h03 (19h03 em Brasília) de quarta-feira, informou o Gatwick, que disse ter pedido garantias da polícia antes de reabrir a pista, o que pareceu ter feito brevemente por volta das 3h, antes que os drones voltassem a ser vistos.

“A polícia do Aeroporto de Gatwick continua a assistir as equipes de segurança do aeroporto depois de uma série de relatos e visões de drones na vizinhança do campo aéreo na quarta e na quinta-feira, disse a polícia de Sussex em um comunicado.

Alguns passageiros expressaram aborrecimento com a situação. “Tenho duas crianças pequenas a bordo e preciso chegar a um quarto de hotel de Gatwick”, queixou-se um deles, cujo voo foi redirecionado, à British Airways no Twitter. Mais cedo a empresa aérea havia dito que a situação estava fora do seu controle.

Gatwick é o oitavo aeroporto da Europa em volume de tráfego e fica atrás apenas de Mumbai, na Índia, como aeroporto de pista única de maior movimento. Por ele, que tem conexão com 228 cidades de 74 países, transitam anualmente 45 milhões de passageiros. / REUTERS, AFP e EFE

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