Daniel Chan/AP
Daniel Chan/AP

Aeroporto onde irmão de Kim morreu será descontaminado

Produto que causou a morte de meio-irmão de ditador norte-coreano é listado como arma de destruição pela ONU

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 02h51

KUALA LUMPUR - A Malásia vai descontaminar o Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, onde foi assassinado há onze dias Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, confirmou a polícia nesta sexta-feira, 24.

"Nós iremos limpar todas os locais pelos quais os suspeitos do crime passaram. Vamos contar com a ajuda de especialistas da agência de energia atômica, que vão avaliar se o material radioativo continua aqui", afirmou o chefe de polícia responsável pelas investigações, Khalid Abu Bakar.

Esta foi a primeira vez que um oficial da polícia malaia reconhece que o material que matou Kim Jong-nam era radioativo. Bakar, no entanto, não soube mencionar se há resquícios do produto no aeroporto.

Nesta quinta-feira, 23, as equipes de perícia da Malásia concluíram que o material com o qual foi envenenado Kim Jong-nam era o componente VX, listado como uma arma de destruição em massa pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com Khalid, uma das duas mulheres suspeitas de jogar o produto no rosto de Kim vomitou depois do crime. Ele declinou de dizer qual delas - a indonésia Siti Aishah e a vietnamita Doan Thi Huong - passou mal.

Nascido em 1971, Kim Jong-nam era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa suposta tentativa de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder em 2011 e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / REUTERS e AP

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