Aeroporto reabre na Tailândia, em meio à incerteza política

Turistas são recebidos por dançarinas após onda de protestos; rei falta na comemoração de seu aniversário

Agência Estado e Associated Press,

05 de dezembro de 2008 | 10h54

Dançarinos, músicos e funcionários do setor de turismo cumprimentavam os viajantes nesta sexta-feira, 5, na reabertura oficial do aeroporto internacional da Tailândia. O local ficou fechado durante uma semana por manifestantes contrários ao governo. Ainda há, porém, problemas para os turistas. O aeroporto internacional Suvarnabhumi funciona com perto de 50% de sua capacidade e muitos vôos foram cancelados. Para vários passageiros, prossegue a confusão iniciada em 25 de novembro, quando o principal aeroporto de Bangcoc foi tomado. Os manifestantes tomaram depois um segundo aeroporto, que opera vôos domésticos. O cerco aos aeroportos encerrado na quarta-feira prejudicou mais de 300 mil visitantes, cancelou centenas de vôos e trouxe sérios prejuízos para o setor de turismo, vital para o país. O aeroporto doméstico Don Muang reabriu na quinta-feira. Os viajantes eram saudados ao entrar no aeroporto internacional nesta sexta-feira, cumprimentados por dançarinas tailandesas tradicionais e por comissários de bordo sorridentes. Havia música típica e eram distribuídos brindes. Para muitos estrangeiros, porém, seguia a frustração de não conseguir voltar para casa, já que a autoridade aeroportuária informou que demorará alguns dias para que o fluxo de vôos seja normalizado. Instabilidade política Nesta semana, a Corte Constitucional tailandesa determinou que o primeiro-ministro Somchai Wongsawat deveria deixar o cargo. Somchai e outros executivos de três partidos governistas foram suspensos da política por cinco anos, o que forçou a queda do governo. Eles foram condenados por fraude eleitoral. Na próxima semana, o Parlamento deve definir quem será o novo primeiro-ministro. Não se sabe, porém, se a novo líder poderá solucionar a crise política do país. Em meio à instabilidade, o venerado rei Bhumibol Adulyadej, não compareceu às celebrações de seu 81º aniversário, nesta sexta-feira. O príncipe disse na quinta-feira que o monarca está "levemente doente". O temor sobre a saúde do rei acrescenta um componente de instabilidade na política nacional. Havia expectativa de que o discurso anual de Bhumibol pudesse acalmar a situação e dissipar a crise. O país vive um período de instabilidade de três anos, quando começaram grandes protestos pela queda de Thaksin Shinawatra, então primeiro-ministro. Thaksin foi deposto em 2006 em um golpe militar, em meio a acusações de corrupção e que não respeitava a monarquia. Em dezembro de 2007, porém, partidários de Thaksin venceram as eleições. Com isso, os oposicionistas mantiveram a pressão sobre o governo. Cunhado de Thaksin, Somchai era acusado de ser um fantoche do ex-líder. O próprio Thaksin foi condenado por corrupção no país, mas afirma que o processo é político e vive exilado na Grã-Bretanha.

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