Ahmad Masood/Reuters
Ahmad Masood/Reuters

Afeganistão começa a recontar votos da eleição presidencial

Pleito foi cercado por denúncias de fraude; resultado pode confirmar Karzai no cargo ou definir segundo turno

Agência Estado e Associated Press,

05 de outubro de 2009 | 12h29

Funcionários eleitorais começaram a recontar nesta segunda-feira, 5, parte das urnas das eleições presidenciais do Afeganistão, realizadas em 20 de agosto. Um alto funcionário afirmou que espera anunciar o resultado no próximo final de semana.

 

A recontagem deverá responder se o atual presidente, Hamid Karzai, venceu mesmo em primeiro turno ou se haverá uma nova votação entre ele e o ex-ministro das Relações Exteriores Abdullah Abdullah. Uma comissão apoiada pela ONU ordenou uma recontagem parcial de aproximadamente 10% das urnas suspeitas, após centenas de denúncias de fraude.

 

As denúncias sobre fraudes levaram o Afeganistão a uma crise eleitoral, no momento em que o Taleban ganha força não só no sul, mas também no norte e oeste do país. Em mais um sinal da crescente ameaça, centenas de militantes lançaram duros ataques no sábado, 3, contra dois isolados postos de segurança na província do Nuristão, matando oito soldados norte-americanos. Foi a pior perda para os EUA em um único confronto em mais de um ano. Funcionários afegãos disseram que forças dos EUA e locais cercaram uma área, nesta segunda-feira, onde estariam escondidos os agressores.

 

Resultados preliminares divulgados no mês passado mostravam Karzai com 54,6%, o que lhe garantiria a vitória em primeiro turno. Caso agora Karzai não chegue aos 50%, haverá segundo turno contra Abdullah. Segundo Barakzai, o segundo turno, se necessário, deve ocorrer duas ou três semanas após o anúncio final da primeira votação.

 

Consolidar o governo afegão, fraco e manchado por denúncias de corrupção, é crucial para a estratégia do presidente Barack Obama de derrotar a insurgência do Taleban e retirar as tropas internacionais do país. Porém as denúncias de fraude podem retirar a legitimidade do governo, prejudicando a estratégia dos EUA.

 

A administração Obama também não decide se atende ao pedido do comandante das tropas dos EUA no país, o general Stanley McChrystal, que deseja mais 40 mil soldados norte-americanos no Afeganistão. Obama está avaliando uma série de propostas para a estratégia no país.

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