Afeganistão, Coreia do Norte e Irã dominam reuniões bilaterais de Obama

Presidente se encontrou em separado com líderes do Reino Unido, China e Coreia do Sul

Efe,

26 de junho de 2010 | 22h40

Cameron e Obama trocam cervejas como parte de aposta em cúpula do G-20

 

TORONTO- Afeganistão, Coreia do Norte e Irã foram os assuntos dominantes nas reuniões bilaterais do presidente Barack Obama com os líderes do Reino Unido, da Coreia do Sul e da China à margem da cúpula do G-20.

 

Veja também:

linkCúpula do G-8 condena Coreia do Norte e Irã

 

O primeiro encontro foi com David Cameron, o primeiro-ministro britânico, com quem Obama se reuniu pela primeira vez desde a chegada do governo de coalizão ao poder no Reino Unido no mês passado.

 

Para ressaltar a "relação especial" entre os dois países e para se conhecerem melhor, os dois mandatários dividiram um helicóptero no trajeto de Muskoka - onde foi encerrada cúpula do G-8 - até Toronto, uma distância de 200 km.

 

Os dois líderes também aproveitaram o encontro para saldar uma dívida esportiva - eles haviam apostado algumas cervejas pelo resultado da partida entre Estados Unidos e Inglaterra pela Copa do Mundo da África do Sul, que acabou com um empate de 1 a 1.

 

Obama inclusive brincou com Cameron sobre a preferência britânica em consumir a cerveja em temperatura ambiente: "Eu disse a ele que nos Estados Unidos nós tomamos a cerveja gelada. Tem que colocar na geladeira antes de beber", disse o presidente.

 

Falando sério, Obama e Cameron dedicaram a maior parte de suas conversas ao Afeganistão, depois da demissão do comandante das tropas aliadas e das forças americanas nesse país, o general Stanley McChrystal. "O período em que estamos vai ser crítico", disse Obama após o encontro.

 

Por sua vez, o premiê britânico, que já havia dito que a guerra no país do Oriente Médio seria sua grande prioridade, mas que o Reino Unido não pode permanecer no Afeganistão por mais cinco anos, acrescentou: "Vamos fazer todo o possível para termos sucesso neste ano". O Reino Unido conta com cerca de 10.000 militares em território afegão.

 

Os dois líderes também discutiram o vazamento de petróleo no Golfo do México, mas não mencionaram o assunto em suas declarações. Segundo o diretor de Comunicações do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, Ben Rhodes, ambos "se mostraram de acordo em que a BP tem a obrigação de deter o vazamento e compensar" os atingidos pelo desastre.

 

A proposta de Cameron para redução dos gastos fiscais com o objetivo de conter o déficit e a necessidade de que sejam cumpridas as novas sanções da ONU contra o programa nuclear iraniano completaram os assuntos abordados.

 

O programa atômico também fez parte do diálogo entre Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, em sua sexta reunião bilateral. O americano convidou seu colega para uma visita de Estado, que Hu aceitou, embora sem ter marcado uma data. "Queremos fortalecer a comunicação e a coordenação com o lado americano em questões regionais e internacionais", disse Hu.

 

Sobre a Coreia do Norte, indicou um alto funcionário, Obama disse que o ataque de Pyongyang contra a corveta sul-coreana Cheonan não deve ser tolerado e é necessário enviar "uma mensagem clara" da comunidade internacional, para o que pediu o apoio de Hu,

 

O presidente americano também pediu a colaboração chinesa para que as sanções contra o Irã sejam respeitadas. Os dois presidentes também abordaram a decisão chinesa de permitir uma flexibilização da cotação do yuan, moeda que os EUA consideram artificialmente desvalorizada.

 

Na reunião com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, Obama também abordou o ataque contra o navio de guerra de Seul, assim como o Tratado de Livre Comércio pendente de ratificação entre os dois países.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.