Afeganistão dá prazo para dissolução de empresas privadas de segurança

Companhias têm quatro meses para interromper operações no país

Efe

16 de agosto de 2010 | 17h07

CABUL -  O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, estabeleceu um prazo de quatro meses para a dissolução das empresas privadas de segurança que operam no país, confirmou nesta segunda-feira, 16, à Agência Efe um porta-voz do governo afegão.

"O governo, baseando-se em uma ordem do presidente, deu quatro meses às companhias de segurança privadas para se dissolverem", disse à Efe o porta-voz Hamid Elmi, referindo-se a um comunicado que será emitido previsivelmente hoje pelo presidente afegão.

As autoridades, segundo Elmi, trabalharão nestes quatro meses para absorver no Exército e na Polícia o pessoal ocupado atualmente no setor da segurança privada.

Um porta-voz da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) no Afeganistão, o general Josef Blotz, assegurou em entrevista coletiva que a organização precisa do trabalho dessas empresas pelo menos até que o Exército e a Polícia estejam completamente eficazes.

No Afeganistão há atualmente 52 companhias de segurança privada, a maioria estrangeiras, mas somente cerca de 20 delas estão registradas junto à Isaf, comandada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

No último dia 10, o porta-voz presidencial, Wahid Omar, já havia anunciado que as autoridades se dispunham a estabelecer uma data limite para o desmantelamento das companhias de segurança.

As companhias, frequentes alvos dos insurgentes do Taleban, escoltam comboios internacionais pelo país. A imprensa internacional divulgou casos de suborno dessas empresas aos insurgentes para que não fossem atacadas.

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