Afeganistão é o maior desafio da história da Otan, diz secretário

Diretor pede persistência para resolver situação no país ou 'Europa pagará um preço muito caro' pela ausência

Associated Press,

22 de outubro de 2009 | 12h08

O Afeganistão representa o problema mais complexo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enfrentou em sua história, e por isso a entidade deve persistir para evitar que o país volte a ser um reduto da rede terrorista Al Qaeda, disse nesta quinta-feira, 22, o secretário-geral do órgão, Anders Fogh Rasmussen.

 

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Alguns críticos começam a considerar que o custo da participação da Otan nos oito anos da Guerra do Afeganistão foi muito alto, mas o custo de se ausentar "seria muito mais alto", declarou Rasmussen. "Abandonar o Afeganistão poderia converter o país em uma zona de treinamento da Al Qaeda. A pressão para o Paquistão e seu armamento nuclear seria muito grande e a instabilidade se disseminaria pelo centro da Ásia e seria uma questão de tempo para que a Europa enfrentasse as consequências de todo o resto", completou o secretário.

 

Rasmussen disse que espera obter uma maior cooperação com a Rússia e convencer o governo de Moscou a se envolver mais com a situação afegã, já que a insurgência Taleban ressurgiu com força e obrigou os EUA a revisarem a estratégia no país. Os russos apoiaram parcialmente a campanha internacional contra o terrorismo no Afeganistão, mas não enviaram tropas ao país.

 

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, deve participar do encontro para comunicar aos aliados uma revisão da estratégia para a guerra do Afeganistão, entre as quais um possível envio de mais soldados pretendido pelo comandante geral dos militares americanos e da Otan no país, o general Stanley McChrystal. Caso a liberação de soldados seja confirmada, Ramussen disse estar disposto a contribuir com o efetivo.

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