Afeganistão e Paquistão trocam farpas na ONU por violência

O Afeganistão e o Paquistãoocuparam na quarta-feira a tribuna do Conselho de Segurança daONU para se recriminarem mutuamente pela violência nos doispaíses e cobrarem mais ajuda dos vizinhos no combate aoterrorismo. Os respectivos chanceleres discursaram em Nova York doisdias depois de um carro-bomba matar dezenas de pessoas junto àEmbaixada da Índia em Cabul, no ataque mais violento na cidadedesde o fim do regime Taliban, em 2001. O paquistanês Shah Mehmood Qureshi defendeu a adoção demedidas para reforçar a confiança e pediu o fim das"declarações provocativas". "Claramente, precisamos fazer maispara superar as suspeitas e a desconfiança", disse ele. Já o afegão Rangeen Dadfar Spanta elogiou as recenteseleições no Paquistão, que segundo ele mostraram que o povo"disse não ao terrorismo". De acordo com o ministro afegão, um dos principais fatorespara a deterioração da segurança no seu país é a tréguainformal nas áreas tribais "além das fronteiras" -- uma clarareferência ao Paquistão. Desde que chegou ao poder, em março, o novo governopaquistanês iniciou, por meio de dirigentes tribais, um diálogocom o líder paquistanês do Taliban, Baitullah Mehsud, radicadona remota região tribal do Waziristão do Sul. Em junho, o presidente afegão, Hamid Karzai, disse quepoderia enviar tropas para combater o Taliban no Paquistão.

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