Afeganistão expulsa dois europeus por 'ameaça nacional'

Governo acusa diplomatas de se encontrar com grupos opositores ao governo, inclusive o Taleban

BBC Brasil,

25 de dezembro de 2007 | 16h56

O governo afegão ordenou, nesta terça-feira, 25, a saída do país de dois diplomatas europeus - um da União Européia, chefe da missão do bloco no país, e outro das Organizações das Nações Unidas (ONU). Um porta-voz da ONU no Afeganistão, Aleem Siddique, disse que os diplomatas haviam retornado recentemente da província de Helmand, no sul do país, onde se encontraram com tribos e grupos não aliados ao governo, inclusive com membros do Taleban.  Segundo Homayun Hamidzada, porta voz do presidente afegão, Hamid Karzai, os diplomatas - um britânico e outro irlandês - foram considerados "persona non grata e seus colegas afegãos foram presos e serão investigados".  O governo afegão deu um prazo de 48 horas para os oficiais deixarem o país. Segundo o porta-voz das Nações Unidas, o incidente foi um "mal entendido", mas a instituição vai cumprir com o prazo.  Diplomacia O correspondente da BBC em Cabul Alastair Leithead afirmou que os dois diplomatas conversaram com vários grupos em todo o país. Um deles era o chefe interino da missão européia no Afeganistão.  Segundo o correspondente a missão dos dois era "ir a campo" e tentar descobrir o que realmente estava acontecendo com líderes tribais, representantes do governo e outros representantes fora do governo afegão.  Autoridades destacaram que estas conversas não devem ser interpretadas como apoio ao Talebã.Leithead acrescenta que a situação está sendo descrita como "tempestade em copo d'água" e que o incidente "está indo muito mais longe do que o esperado". Diplomatas estão tentando resolver a situação, segundo o correspondente. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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