Afeganistão inicia apuração eleitoral entre denúncias de fraude

Dados preliminares indicam que 4 milhões de afegãos foram às urnas, 35% dos aptos a votarem

Efe

19 de setembro de 2010 | 10h20

Busca por transparência. Votos do país ficaram sob vigilância até que se iniciaram os trabalhos da Comissão Eleitoral afegã

 

 

CABUL - A Comissão Eleitoral afegã começou neste domingo, 19, a receber os primeiros envelopes com os resultados das eleições legislativas realizadas no sábado, uma consulta marcada pela baixa participação, suspeitas de fraude e violência insurgente.

 

Segundo disse neste domingo em entrevista coletiva o chefe do organismo, Fazal Manawi, os dados preliminares indicam que 4 milhões de afegãos foram às urnas, 35% dos aptos a votarem.

 

Manawi garantiu que a apuração dos votos foi concluída em 22 das 34 províncias, a próxima fase é a contagem dos votos e classificou o pleito como "uma grande conquista".

 

"Se houve deficiências, prometemos investigá-las", afirmou o chefe da Comissão, que não proporcionou ainda resultados.

 

Após o intenso dia eleitoral - com 400 mil membros das forças de segurança em estado de alerta, aos que se somaram outros 150 mil das tropas internacionais - começou a emergir lentamente a verdadeira dimensão dos atos de violência e da fraude.

 

Hoje, Manawi disse ter relatórios passíveis de confirmação de 21 civis mortos ontem, as autoridades disseram 14, e reconheceu 11 ataques contra material eleitoral e 93 contra centros de voto em diferentes pontos do país.

 

Esse último dado oficial está longe da quantia denunciada pela fundação independente para umas eleições livres e justas do Afeganistão (Fefa), que assinalou em comunicado que ocorreram "fatos violentos graves" em ao menos 389 colégios.

 

Essa organização disse ter uma "séria preocupação" sobre a qualidade destas eleições, e enumerou várias irregularidades, relativas aos atos violentos, práticas fraudulentas e o desrespeito à lei eleitoral.

 

Os resultados preliminares serão publicados em 8 de outubro, mas os analistas coincidem em que será difícilentendê-los até as primeiras reuniões da Câmara Baixa, porque a imensa maioria dos candidatos concorreu de forma independente.

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