Afeganistão liberta 55 prisioneiros paquistaneses

Alegando que não representam mais uma ameaça para o Afeganistão, o governo afegão libertou hoje 55 prisioneiros paquistaneses acusados de colaborar com o deposto regime do Taleban. Sob estritas medidas de segurança, o grupo foi conduzido a um avião C-130 da Força Aérea paquistanesa, que os levaria de volta a seu país. Um porta-voz da Chancelaria afegã, Omar Samad, disse que outros 55 paquistaneses serão libertados na quinta-feira. Ao chegarem ao Paquistão, os homens permaneceriam presos para serem identificados e interrogados. As autoridades paquistanesas disseram que desejam assegurar-se de que os 55 não tenham vínculos com organizações islâmicas proscritas. Samad disse que os prisioneiros haviam sido capturados antes dos ataques terroristas de 11 de setembro contra os EUA. Todos haviam trabalhado para o Taleban e "outros grupos associados ao Taleban", e estavam detidos há entre um e seis anos. O porta-voz esclareceu que os prisioneiros foram capturados por várias facções da Aliança do Norte, antitaleban, e que estavam em diferentes prisões em vários pontos do país que nunca caíram sob o controle do Taleban. Segundo o porta-voz, o governo decidiu, por "razões humanitárias", colocar em liberdade aqueles que "não mais considera como uma ameaça a este país". Samad disse que os 55 homens foram vistoriados pelas autoridades afegãs, que obtiveram garantias de que as autoridades paquistanesas adotarão o mesmo procedimento. Centenas de prisioneiros paquistaneses foram postos em liberdade pelo novo governo afegão. A maioria deles havia cruzado a fronteira para combater ao lado do Taleban em outubro, quando a coalizão encabeçada pelos EUA lançou sua ofensiva para derrubar o regime fundamentalista e capturar os membros da Al-Qaeda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.