Associated Press
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Afeganistão proíbe cobertura de atos violentos no dia da eleição

Governo ameaça fechar veículos e expulsar estrangeiros que descumprirem a norma e 'amedrontarem' cidadãos

19 de agosto de 2009 | 11h07

O governo do Afeganistão ameaçou expulsar os jornalistas estrangeiros e fechar os veículos de comunicação locais que desrespeitarem sua proibição de publicar atos violentos na próxima quinta-feira, dia das eleições presidenciais no país, informou nesta quarta-feira, 19, o porta-voz do Ministério de relações Exteriores, Ahmad Zahir Faqiri, segundo a agência de notícias AFP.

 

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A ordem, anunciada na véspera do pleito em um comunicado governamental, é uma decisão do Conselho Nacional de Segurança, que reúne os principais órgãos responsáveis pela segurança do país, e tem o objetivo de evitar um grande número de abstenção de votos por conta da violência.

 

Segundo Faqiri, os meios de comunicação estão livres para cobrir as eleições presidenciais e provinciais da quinta-feira, mas estão "proibidos" de veicular informações sobre atos violentos ou ataques. "É uma situação extraordinária, e todos os meios de comunicação devem respeitar essa decisão", acrescentou.

 

No caso do descumprimento da regra, "os meios de comunicação locais serão fechados e os jornalistas estrangeiros serão expulsos". "Em cada país democrático, há situações extraordinárias que levam o governo a tomar decisões para preservar o interesse nacional e a segurança de todos os cidadãos", argumentou.

 

O governo do Afeganistão foi alvo de várias críticas da comunidade internacional por conta da medida, considerada uma forma de censura pela imprensa.

 

O comunicado publicado na terça-feira pelo Ministério de Relações Exteriores ordena aos meios de comunicação que "não difundam informações sobre atos violentos entra as 6 e as 20 horas (23h30 às 13h30 no horário de Brasília) da quinta-feira, para permitir uma ampla participação do povo e não assustá-lo anunciando atos terroristas".

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