Afeganistão quer ajuda do Brasil em projeto agrícola

O governo afegão procurou recentemente o Ministério da Agricultura do Brasil para pedir cooperação técnica no campo como forma de combater o cultivo de papoula - matéria-prima do ópio - e, dessa forma, debilitar a insurgência taleban, disse ao Estado Mohammad Masoom Stanekza, conselheiro do presidente Hamid Karzai. "Queremos uma aproximação com o Brasil para aprender como aproveitar nosso potencial agrícola", afirmou.

AE, Agencia Estado

16 de setembro de 2009 | 09h24

Segundo ele, a embaixada afegã em Washington já manteve contatos com a chancelaria brasileira e o ministério. O plano agora é enviar uma missão para avaliar possibilidades de cooperação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Sabemos que a produção no Brasil e o solo são bastante diferentes dos nossos, mas vemos como um país em desenvolvimento promoveu uma revolução graças à agricultura."

O Afeganistão é o maior produtor de ópio do mundo e o negócio financia parte das operações do Taleban. Há oito anos, os Estados Unidos derrubaram o regime extremista do poder, mas até hoje não detiveram a violenta insurgência do grupo. A guerra no Afeganistão se transformou em um dos principais desafios do governo de Barack Obama. "Por ano, US$ 100 milhões vindos da produção de ópio são destinados ao Taleban", disse Stanekza. "Precisamos de uma estrutura econômica que permita separar os jovens desses grupos radicais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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