Afeganistão quer fim de ataques noturnos da Otan

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, determinou que apenas forças afegãs podem realizar operações especiais e ataques noturnos, e não tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A medida é uma tentativa de acalmar a ira da população contra os ataques noturnos da Otan que, segundo o presidente, mataram civis.

AE/AP, Agência Estado

28 de maio de 2011 | 10h26

O anúncio incluiu a ordem para que a coalizão internacional não realize qualquer ataque que não tenha sido previamente coordenado com as forças afegãs. Não ficou imediatamente claro que impacto, se houver algum, as ordens de Karzai podem ter sobre as ações da Otan. A coalizão rapidamente defendeu os ataques como uma necessidade para retirar os insurgentes de seus esconderijos.

"Nós só podemos atingir os objetivos mútuos que compartilhamos com o presidente Karzai usando operações noturnas como um componente da campanha geral", disse a Otan em um comunicado. No entanto, a Otan indicou que haverá uma mudança gradual, ao dizer que "nós sabemos que temos de nos mover da participação afegã nas operações noturnas para a responsabilidade das forças afegãs pelas operações noturnas".

A população afegã, que tem se tornado cada vez mais hostil a estrangeiros enquanto a guerra de uma década continua, tende a perceber os ataques da Otan como movimentos que capturam as pessoas erradas e maltratam os civis durante buscas em residências particulares e centros de operação. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoOtanKarzai

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.