Afeganistão só poderá pagar forças de segurança em 15 anos, diz Karzai

Secretário de Defesa americano diz que EUA não vão abandonar Afeganistão.

BBC Brasil, BBC

08 de dezembro de 2009 | 17h39

O Afeganistão deve demorar pelo menos 15 anos até se tornar capaz de sustentar suas próprias forças de segurança, disse nesta terça-feira o presidente do país, Hamid Karzai.

"Esperamos que a comunidade internacional e os Estados Unidos, como nosso mais importante aliado, ajudem o Afeganistão a manter uma força", disse ele após encontro com o secretário de Defesa americano, Robert Gates, em visita a Cabul.

"O Afeganistão quer assumir a responsabilidade de pagar por suas forças, mas isso não vai acontecer nos próximos 15 anos", disse ele.

Gates disse que os Estados Unidos não vão abandonar o Afeganistão como fizeram em 1989, quando houve a retirada das tropas soviéticas do país.

"Queremos ser parceiros (dos afegãos) por muito tempo", disse Gates.

Derrota

Ambos concordaram que o fortalecimento das forças de segurança permanece uma prioridade para o Afeganistão.

O secretário de Defesa disse esperar que o novo ministério a ser anunciado por Karzai já reflita a necessidade de se combater a corrupção no país.

Na segunda-feira, o prefeito de Cabul, Mir Ahad Sahebi, foi o primeiro alto membro do Executivo a ser condenado por apropriação de dinheiro público.

Também nesta terça-feira, Karzai condenou a morte de seis civis, incluindo uma mulher, supostamente em decorrência de uma operação liderada pelas tropas da Otan na província de Laghman (leste do país).

Uma porta-voz da Otan disse que a operação matou sete militantes e capturou outros quatro, negando a morte de civis.

Na semana passada, o presidente americano, Barack Obama, anunciou o envio de mais 30 mil soldados americanos ao Afeganistão e a possibilidade de que a retirada das tropas do país comece em 18 meses.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.