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Afegão condenado à morte por deixar o Islã pede asilo

O afegão Abdul Rahman, que poderia ser condenado à morte em seu país por ter se convertido ao cristianismo, será liberado pelas autoridades afegãs, informou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack."Os detalhes de sua libertação estão tramitando como um assunto privado", disse o porta-voz, que expressou sua satisfação pela decisão das autoridades.No Afeganistão, clérigos e figuras conservadoras pediram que Rahman fosse julgado pelas leis islâmicas, que determinam possível execução em caso de abandono da religião.O caso despertou a atenção do mundo ocidental. No Afeganistão, cuja constituição é regida pela lei Sharia, a maioria da população era a favor da execução.Os protestos nas ruas contra a possibilidade de que ele fosse libertado também causaram temores pela segurança de Rahman.AsiloA Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta segunda-feira que o afegão Abdul Rahman pediu asilo fora do Afeganistão. Um comunicado emitido pelo Escritório do Porta-voz da ONU em Nova York informou o pedido de Rahman e diz que a entidade "espera que algum país interessado em uma solução pacífica do caso ofereça asilo".O documento afirma que a Missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), que atua para garantir o respeito aos direitos humanos, acompanha o caso de Rahman. "Estamos trabalhando para encontrar uma solução em conjunto com o governo afegão", disse o porta-voz da Unama, Adrian Edwards. Ele acrescentou que esta é uma "questão sensível e complexa".Além disso, o representante da ONU no Afeganistão, Tom Koenigs, expressou a preocupação de que o caso possa causar tensão entre a comunidade internacional e o Governo afegão em um momento crucial da transição do país."O objetivo, independentemente dos diferentes pontos de vista, é garantir a reconstrução e a prosperidade no país", declarou Edwards.O caso foi recusado no domingo pela Corte Suprema afegã com base em dúvidas sobre o estado mental do réu. Rahman, que viveu nove anos na Alemanha, está sob custódia policial por causa do temor de ataques de radicais islâmicos.

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